Desculpe-me se sou vaga demais para você, ou se não possuo habilidades ou encantos suficientes para a sua satisfação.
Dir-lhe-ei a verdade: vivo para mim. Que se incomode ao ouvir tais palavras, mas eu direi-as para que saibas a realidade, não para suprir suas “expectativas”.
Não lhe garanto minha onipresença, tentarei retribuir-lhe na mesma moeda. Não penses que seja isso para equiparar-me a tudo que já fizeste, não. Não quero o seu sofrimento.
Posso desculpar-me falando que sou ser-humano imperfeito. Seria teoria aceitável, não suficiente.
Posso agir simplesmente assim, e inexplicavelmente ‘ser’ assim. Ou posso ser reflexo de passado receoso.
Não vou lamentar-me, afinal, eu não sinto falta de sua presença, não quando aprendi a conviver com sua ausência.
Então, devo somente dizer que meu sentimento por ti é inexplicável e irretribuível. Afinal, seu maior regalo a mim, foi o que mais tenho de precioso.
Não guardo mágoas por aquilo que fizeste (ou deixaste de fazer), só lamento pela sua percepção em relação a mim, pois estás enganada.
Amo-te incondicionalmente, e para sempre.
Mas mesmo assim, ainda tenho cautela em demonstrar-te tudo o que sinto, e tudo o que sou.

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