Eu vi coisas horríveis por estes caminhos onde passei. Não achei graça nenhuma na perda, na falta, na realidade.
Não me questionei se havia feito tudo certo até o certo momento, fiz pensando em mim, para não cometer o mesmo erro de almejar as expectativas dos outros. Mas ainda assim, continuei seguindo.
Não me questionei se havia feito tudo certo até o certo momento, fiz pensando em mim, para não cometer o mesmo erro de almejar as expectativas dos outros. Mas ainda assim, continuei seguindo.
A personalidade que antes me faltava, agora imprescindível, estava desagradando a quem só assistia à minha vida, mas aqueles comentários maldosos não me eram explícitos na minha própria construção, eles só faziam número, se aglomeravam e não tinham valor.
Eu vi coisas horríveis por estes caminhos onde passei. Não achei graça nenhuma na rejeição, na falsidade, no amor.
Foi difícil reconstruí-lo depois do que me fez, mas deve ter sido bom, pelo menos eu sei que nunca mais sentirei aquilo por mais ninguém. É ruim doar-se por completo e achar que há reciprocidade, quando na verdade há só alguns interesses e malícia.
Eu vi coisas horríveis por estes caminhos onde passei. Não achei graça nenhuma nos julgamentos, nas palavras de desconsolo, nos elogios falsos, nas contas sem fim, nas metas infindáves, no medo eterno, no temor inevitável, na felicidade vulgar, na amizade fugaz, na beleza incerta, nos pensamentos indiscretos, nas lágrimas factuais, nos problemas homéricos, na resolução inacabada, no comodismo sarcástico, nas injustiças por fim cometidas.
Eu vi coisas horríveis por estes caminhos onde passei…

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