Conversa informal
“ – O que quer dizer com isso amigo?
– Não sei, eu mesmo não me entendo… Só sinto isso compreende?
– Acho que não.
– Já esperava essa reação. –parou um momento, acendeu um cigarro e tragou-o três vezes, só pelo belo prazer de sua companhia, e em seguida o apagou. Eu mentiria se dissesse que a amo.
– Mas então não a ama?
– Não a amo.
– Perco-me cada vez mais.
– Eu não a amo, nunca mais amarei nenhuma outra mulher. Eu acho que só sinto desejo, mas não por seu corpo, por seus sentimento. Talvez eu a ame sim. – E bebeu de uma vez aquela dose de forte bebida posta sobre a mesa.
– Anda pensando demais nela, não é irmão?
– Sim, mais do que deveria.
– Acho que deve parar de beber, isso não te faz bem.
– Talvez sim.
– Já lhe disse que eu não acredito no amor?
– Hun… Acho que também não acredito. Mas é como crer em Deus, não o vejo mas sei que está lá. Quase posso sentí-lo.
– Cuidado amigo, o amor mata.
Levantaram-se em direção a porta, então Marcos segurou seu chapéu e disse:
– Tarde demais Júlio, o amor já me matou. “

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