sábado, 17 de dezembro de 2011

Eu mudaria por você, mais do que já mudei. Eu faria qualquer coisa que quisesse, e tudo o que precisasse. Eu passaria por cima do meu orgulho, e tudo o que sempre acreditei. Eu me reinventaria  sempre que não nos encaixássemos como antes. Eu me desdobraria, e faria tudo por você. Eu retiraria tudo o que eu disse, só para não brigarmos outra vez. Eu consideraria tudo em mim, só pensando em você. Eu pensaria mais em você, por mais impossível que isso possa parecer. Eu abriria exceções para vê-lo delinear-se em um sorriso. Eu me esqueceria das horas marcadas, e sentaria ao seu lado, mesmo que não pronunciássemos uma única palavra sequer. Eu desenharia de novo, para tornar permanente nossa existência diante à imensidão. Eu percorreria todos os perímetros para te encontrar. Eu faria portas, e construiria janelas se quisesse mais um pouco de ar. Eu iria ao fundo do infinito, para buscar-lhe qualquer sonho, ou mesmo qualquer história de escárnio, para provar-lhe sua eterna coesão. Eu deitaria ao seu lado, e deixaria qualquer compromisso de lado, só para afagar-lhe os cabelos e olhar dentro de seus olhos. Eu compraria brigas, enfrentaria os sete mares, só para defender-lhe se fosse necessário. Eu estaria ao seu lado mesmo quando todo o mundo se voltasse contra os seus conceitos.
Eu estaria sempre ali se me desse uma chance. Eu estaria pra sempre, se me permitisse estar. Então eu esperarei, e quando quiser só basta me chamar.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

 Sinto muitas saudades de você. Sinto saudades do que já se foi. Sinto saudades de suas palavras. Sinto saudades de nossas conversas, principalmente as que eram jogadas fora durante a madrugada, e nos rendiam boas risadas e confissões tímidas. Sinto saudades de ouvir sua voz, a que me acostumei a amar ouvir, e mesmo que tão persuasiva, parecesse tão frágil quando queríamos falar de nós. Sinto saudades de suas feições, suas caretas, seus sorrisos imediatistas, e as trapaças que sempre fazia com seus olhares incógnitos. Sinto saudades da sua risada, que poucas vezes pude ouvir, e que me encantara ao ser tão irônica e sutil ao mesmo tempo. Sinto saudades do planos que fazíamos, os tão insólitos, mas que faziam todo o sentido. Para nós. Sinto saudades dos ciúmes que não tínhamos coragem de dizer, e que demonstrávamos com um simples desvio de olhar, e por mais que parecesse hilário o fato de ser tão fútil, havia respeito em dar-nos liberdade, e conter-nos para não ferirmos um ao outro. Sinto saudades do seu escárnio profundo com os detalhes tão minuciosos, os meu detalhes que você dizia amar. Sinto saudades do jeito que nos lembrávamos em tudo o que nos trazia felicidade, e que também fazíamos questão de mostrar um ao outro, e nos compreendíamos profundamente, pelo fatos de sermos eu e você. Sinto saudades das promessas, das promessas que nunca foram e nunca serão cumpridas. Sinto saudades de te encontrar e de fingir que não lhe ver, só para nos conhecermos novamente, sempre e sempre. E sempre também nos apaixonarmos um pelo outro assim. Sinto saudades das ilusões, os apelidos, os corações e a atenção. Sinto saudade de sua companhia. Sinto saudades de nossas caminhadas, e do seu jeito de sempre roubar a minha atenção. Sinto saudade da primeira vez que sua mão tocou a minha com sentimento, e da sensação que tinha sempre que isso acontecia, parecendo ser sempre aquela primeira vez que nunca me esqueceria. Sinto saudade do seu sorriso, e do meu, o que nunca consegui controlar perto de você. Sinto saudade da sua minuciosidade, a perfeição que sempre buscou para me agradar. Sinto saudade dos dias que nem nos conhecíamos bem, mas a saudação que investia, e sempre me dissera que lhe entenderia profundamente.

 Sinto falta de quem você é, ou de quem você  foi. Sinto saudades de você que conheci, que compreendo, e me compreende melhor que ninguém. Sinto saudades, e quando sentir também, estarei aqui, para nos conhecermos novamente e não sentirmos mais falta de que mentimos ser um para o outro. Sermos quem somos, e se eu tiver sorte, nunca mais sentir saudades de você ou de nós.

Adeus

 Eu não sei mais o que eu penso, não entendo mais o que eu sinto, e já me perdi em ideias e filosofias que antes eram tão convictas para mim.
 Já cansei de tentar, já desisti de ter esperanças, mas algo lá no fundo (algo talvez inconsciente) me  diz que devo continuar a pensar em você como possibilidade, como um futuro talvez não cogitável, mas que o coração pede por haver uma última chance.
 Se pudesse compreender, ter controle sobre mim mesma, com certeza já estaria há milhas de distância de ti, e sequer teria desenvolvido quaisquer sentimentos por você, principalmente o amor.
 Apesar de não conseguir entender essa mudança, como tudo pode de repente virar de “cabeça para baixo”, eu continuo persistindo, como alguém que ainda espera um milagre. Tudo culpa dessa necessidade que eu tenho de você. Preciso me sentir como antes, preciso ter as ilusões passadas, e principalmente, preciso sentir que ainda faço alguma diferença na sua vida.
  Não posso entender como conseguiu mentir por tanto tempo, como conseguiu fingir, e não entendo como eu pude acreditar em tudo, mesmo sabendo que isso iria inevitavelmente acontecer.
 Está tão longe, e quanto mais perto, mais distante se torna, mais impossível fica. E eu ainda tenho medo que seja tudo culpa minha.
 Meus atos, minhas palavras, sei que talvez não sejam de todo o mal assim, porém, não consigo discernir se faço-lhe mal, ou me afogo mais ainda nos meus pensamentos tolos. Os que envolvem eu e você.
 Perdoe-me desistir, mas agora não é possível continuar. Eu vou deixar que tudo seja como sempre foi antes de toda essa ilusão. Vou deixar que se esqueçam as conversas, os sorrisos, as palavras, e vou preferir só me lembrar das despedidas. Vou tentar me lembrar do sofrimento, para que ele possa ensinar enfim ao amor, que ele não é mais bem-vindo. E se talvez um dia vê-lo novamente, tentarei lembrá-lo com carinho, mas também com dor e tristeza. 
 Então, direi adeus por mais que me doa, por mais que seja difícil, e por mais que ainda o ame. 

Só de sacanagem

Meu coração está aos pulos. Quantas vezes minha esperança será posta à prova? Por quantas provas terá ela que passar? Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu dinheiro, do nosso dinheiro, que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós, pra cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais. Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais. Quantas vezes meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova? Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais? É certo que tempos difíceis existem pra aperfeiçoar o aprendiz. Mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz. Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam: ”Não roubarás, devolva o lápis do coleguinha, esse apontador não é seu, minha filha”. Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar. Até habbeas corpus preventivo Coisa da qual nunca tinha ouvido falar E sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste Esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará. Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda eu vou ficar. Só de sacanagem. Dirão: deixa de ser boba. Desde Cabral que aqui todo mundo rouba. Eu vou dizer: não importa. Será esse o meu carnaval. Vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau. Dirão: é inútil, todo mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal. E eu direi: não admito. Minha esperança é imortal. E eu repito: ouviram? Imortal. Sei que não dá pra mudar o começo. Mas, se a gente quiser, vai dar pra mudar o final.
                                                                                                                          (Elisa Lucinda)
 Não sei se queria ter a chance de mudar, se pudesse voltar no tempo.
 Não em relação a você.
 São aquelas coisas de que você tem a certeza de que todo o esforço teria sido em vão -pelo menos por sua parte. Que nada adiantaria, porque por mais que quisesse, nada mais dependia de você, de seu coração, ou de seus desejos.
 Talvez o tempo a mais mudasse sim, e faria seus sentimentos ainda maiores, e talvez esses fossem incontroláveis. E assim, quem sabe felizmente, tenha sido melhor ser do jeito que foi. 


  Eu não me arrependo de tudo o que me trouxe infelicidade, pois de certa forma depois do sofrimento, a alegria passa por você, inundando-lhe de felicidade e confiança.
  Eu não me arrependo de nada que eu tenha feito pensando em mim, pois de certa forma, o erro estava em me arrepender por isso, e tentar acertar os caminhos, lutar por si mesmo é como servir a alguém que te põe em primeiro lugar, e faz com que você seja o centro de tudo.
  Só me arrependo do tempo. Me arrependo em não ter tido coragem de mostrar o quanto eu te amo, não ter conseguido demonstrar meus sentimentos, ter sido fria quando você estava ao meu lado…
  Me arrependo por ter pensado muito, por ter agido com sensatez, por pensar no correto, por seguir certos “clichês”, e por não ter expressado a sua importância para mim.
  Sei que nada voltará, que o tempo nunca irá se curvar aos sentimentos, que por mais que eu tente, nunca vou conseguir repetir o que daria a vida para reviver.
  Só receio um dia me arrepender por te amar…

Diferente e medíocre

Seu único problema (vulga convicção) é achar que todos são melhores que você, que você não está no nível de ninguém, que todos conseguem sempre ultrapassar as suas conquistas, e que seus méritos são tão superficiais, que nem mesmo deveriam ser rotulados assim.
Ao parar para olhar ao redor, encontra diversas pessoas aparentemente “medíocres”, e ao observar novamente, se dá conta de que essas pessoas são mais importantes e mais úteis que você. Sendo assim, o que é você?
O que você está fazendo, se não é capaz de superar nenhuma meta? Se sempre ao final de qualquer dita “conquista” você desiste, e perde tudo o que havia conseguido até o suposto momento?
Nada de extraordinário é demais para você, e ainda que seu ego nem mais exista por conta da sua própria existência, você nunca vai conseguir ficar acima do superficial. Não. Você não é um gênio, muito menos alguém especial, alguém digno de salvas de palmas, você não é digno nem do que possui, o que lhe é dado, com absoluta certeza, será cobrado.
A sua metodologia de vida já está ultrapassada há muito tempo, e você não consegue desenvolver nada melhor para si mesmo porque não merece, e não é capaz. As suas convicções devem ser por base no que ouviu, pois o seu bloqueio lhe impossibilita de crescer, e isso, não é nada que você possa mudar. Nenhuma mudança te fará melhor, pela força das circunstâncias, e pelo que você é hoje.
A felicidade, se lhe ataca momentaneamente já cobra por ter se rebaixado a você, e com certeza se dignará a nunca mais lhe visitar.
Nada que seja possível não lhe parecerá impossível, porque você não é capaz de sobreviver consigo mesmo, por isso, criar falsas ilusões é a maneira mais agradável de manter-se de pé.
Ainda que a vida pareça simples e exata para todos, você criará empecilhos, por conta do que é, por conta do que vive, por ser assim, diferente e medíocre.


                                      Just be yourself…

Mil novecentos e quarenta.

Só se ouviu um chute. Um chute forte, firme, realizado por alguém que calçava um Coturno. Era um militar espremido em suas vestes verde-musgo, que estavam tão apertadas que marcavam as gorduras que saltavam pelo cós da calça. Estava todo suado, fedido, nojento. Gotas de suor escorriam de suas têmporas, formavam gotas em seu buço e escorriam pelo seu queixo. Ele empunhava um fuzil e entoava à plenos pulmões palavras de dor. 
A porta se abriu com força, batendo na parede e provocando um leve tremor pelas dentro do pequeno quarto. Uma família se encolhia no canto, chorando muito e falando coisas desconexas. O menino mais novo estava quieto. Permanecia encolhido nos braços da mãe, olhando aquela cena estarrecedora que parecia acontecer em câmera lenta em frente aos seus pequenos e negros olhos. Nazistas. O militar que entrara à pouco dentro do quarto, estava esbravejando com muito ódio. Agarrou a mãe pelo braço e puxou-a para perto de si. Olhou-a nos olhos, mas sem expressar piedade. Mandou ela rezar uma Ave-Maria. Porém, a jovem mãe não sabia. Era judia desde que se conhecia por gente, e nunca tinham lhe ensinado a rezar uma Ave-Maria, ou um Pai-Nosso. Ela começou a gaguejar e a chorar, de modo que suas palavras ficaram inaudíveis. Soluçava tanto que parecia que ia se engasgar com suas lágrimas a qualquer instante. O militar, que possuía um emblema com uma suástica no braço, mandou as crianças formarem uma fila indiana. Eram duas meninas e um menino. 
As crianças choravam tanto ou mais do que a mãe, e o medo reinava. O homem levou todos para a rua, e jogou-os dentro de uma espécie de caminhão. Dentro dele, havia outras pessoas. Não só Judeus, mas Negros, Homossexuais, Testemunhas de Jeová e Ciganos. Todos perseguidos pelos seguidores de Hitler, que almejava por uma nação “pura”. Todos se entreolhavam, calados. Até que, um negro forte, alto e robusto, resolveu falar. O homem que estava “guardando” aquelas pessoas, deu um tiro na cabeça do Negro. Gritou depois, para todos ouvirem: “isso é para vocês verem quem é que manda nessa bosta.” Não era possível ouvir nem o barulho da respiração. 
Muitas horas se passaram, e alguns ali presentes estavam dormindo. Foram acordados com gritos, empurrões e puxões. Foram tirados à força e sem nenhuma compaixão de dentro daquele caminhão. Militares entregavam uniformes para todas as pessoas, e cada uniforme possuía uma estrela de uma cor. Cada cor significava um “rótulo”. Judeus recebiam uma, homossexuais outra, e assim por diante. 
Foram colocados em fila e empurrados para dentro de um campo. O campo era o famoso Auschwitz, localizado no sul da Polônia. Equipados apenas com sua vergonha, um uniforme e a tristeza, entraram nos barracões que estavam dispersos dentro do campo. Choros abafados ecoavam pelas paredes.
Alguns dias se passaram, e a família continuava unida. O menino continuava com um olhar vazio, mas chorava. Chorava porque sabia que não teria mais dias de vida. Cada dia que passava, era um dia mais perto da morte. Quando perceberam, estavam dentro de um salão junto com outras pessoas, amontoados e sujos, tirando seus uniformes com a promessa de que aquilo era apenas um banho. Quando todos estavam nus, uma porta de aço se fechou. Todos gritavam e se olhavam com medo, pois sabiam o que aquilo significava. 
Um cheiro começou a penetrar no local, e gritos de socorro se tornavam cada vez mais baixos, até que cessaram de vez. A única coisa presente naquele salão, além dos corpos, era a morte. Ela estava embalando as almas de todos aqueles injustiçados, que sofreram com a ira de um homem que não possuía amor. E o mais irônico de se pensar, é que, esse homem, Adolf Hitler, queria ser artista quando era menino.


E então, verdade?

O que se ganha com a discriminação, o mau-tratamento, e o isolamento, é somente mais uma dose bem-servida de medriocridade e ignorância.Nada mais, nada menos que o bloqueio mental. Só. Nada que justifique o preconceito pode ser considerado sensato, muito menos aceitável.
Que se discorde, que haja diversidade de pensamentos, mas  a violência, a transgressão moral e humana é  abominável, é desprezível!
E se for a amor mais puro? Mesmo assim ele será  condenado por apenas ser feliz? Por apenas existir e ser correspondido?
O amor não tem cor, idade, religião, sexo ou preconceitos. O amor é um sentimento sublime, sentido por aqueles que não têm medo de julgamentos, e estarão expostos somente pela felicidade, correndo riscos por si mesmos.
Então, depois de todas as barreiras, esse amor ainda merece ser descartado como se nunca existisse?


                                                 Open your fucking mind!


Open you fucking mind.

Quando faltar-lhe as palavras, apenas sorria.

Você não terá que dar explicações, e ninguém lhe verá derramando lágrimas de sofrimento.

Sua personalidade nunca vai ser o bastante para agradá-los. Mas, quando você alcançar as espectativas, vai ser repudiado, por simplismente tê-los superado.


"Não é que eu não queira mudar e ser uma pessoa melhor. Eu só não me sinto capaz."


 Eu só precisava estar ali, parecer impecável, sorrir com doçura e tratá-los como iguais. Mas isso ainda não era o bastante. 
 Eu só precisava caber nos padrões, andar conforme todos andavam, ter amigos e preocupar-me com meu futuro. Mas ainda assim, faltava algo a mais.
 Eu só precisava estar como as outras, e por mais que me parecesse impossível, eu de certa maneira consegui, e como não de espantar-se, o que me poria equiparada, ainda estava longe.
 Eu tinha a promessa de felicidade, então, não me importei em sofrer pelo caminho.
 Consegui traçar objetivos, por dentro, ao que lhes parecesse, ainda era a mesma, mas, mal sabiam que “ela” também teria ido com todo o seu esforço.


 Depois de tanto tempo, quando se deu conta de que sua meta nunca chegaria, entrou em sono profundo, e só foi despertar muito após suas lágrimas terem encerrado. E quando acordou à realidade, se deu conta de que seus esforços teriam sido todos em vão, então só tinha duas escolhas: lutar por eles mais uma vez, ou desistir para sempre. Optou por tentar, uma última vez.
 Ela o faria sem qualquer remorso, para que fosse somente igual as outras, ela não queria ser melhor ou diferente, só queria aproximar-se o possível da igualdade.

 Então, ela só precisava ser perfeita, nunca falhar e agir de acordo com o que esperavam. Assim, seria simplismente normal.

"Infeliz, seque seus prantos! Ele não merece seus sentimentos."


Eu vi coisas horríveis por estes caminhos onde passei. Não achei graça nenhuma na perda, na falta, na realidade.
Não me questionei se havia feito tudo certo até o certo momento, fiz pensando em mim, para não cometer o mesmo erro de almejar as expectativas dos outros. Mas ainda assim, continuei seguindo. 
A personalidade que antes me faltava, agora imprescindível, estava desagradando a quem só assistia à minha vida, mas aqueles comentários maldosos não me eram explícitos na minha própria construção, eles só faziam número, se aglomeravam e não tinham valor.


Eu vi coisas horríveis por estes caminhos onde passei. Não achei graça nenhuma na rejeição, na falsidade, no amor.
Foi difícil reconstruí-lo depois do que me fez, mas deve ter sido bom, pelo menos eu sei que nunca mais sentirei aquilo por mais ninguém.  É ruim doar-se por completo e achar que há reciprocidade, quando na verdade há só alguns interesses e malícia.


Eu vi coisas horríveis por estes caminhos onde passei. Não achei graça nenhuma nos julgamentos, nas palavras de desconsolo, nos elogios falsos, nas contas sem fim, nas metas infindáves, no medo eterno, no temor inevitável, na felicidade vulgar, na amizade fugaz, na beleza incerta, nos pensamentos indiscretos, nas lágrimas factuais, nos problemas homéricos, na resolução inacabada, no comodismo sarcástico, nas injustiças por fim cometidas.

Eu vi coisas horríveis por estes caminhos onde passei…


Cianureto

  A borra de café ainda no coador não escondia os vestígios de um café recém-passado. Servido na louça especial da coleção Tailandesa, toda detalhada a mão.  Admirável trabalho manual, encantava a quem parasse para analisar. Mas agora, inteiras só restavam cinco.
  O pote de ‘Galletas’ de aveia nem havia sido tocado, e apesar de ser rotineiro servir-se daquelas bolachas, o pote permanecera intocado por toda a manhã. Não dera tempo.
  Um torrão de açúcar havia caído sobre a mesa, na tentativa de adoçar ao gosto a xícara de café. Mas caíra, caíra quando o efeito selou-se.
  Os belos fios extremamente lisos e negros como a noite, um pouco desarrumados, porém  impecáveis. Pendiam os cabelos sobre seus ombros, sua pele fina coberta por roupão rendado de flores de crochê, combinado com seda que cobria seu delineado corpo desnudo, e escondia o pudor de si mesma.
  Os carismáticos olhos de mel estavam estáticos, com uma única e última lágrima escondida ao canto. E as olheiras que demonstravam uma noite inteira perdida, uma noite inteira de sofrimento, horas em claro, lamentações intensas. E decisões sombrias.
  O coração que não mais pulsava, estava há muito tempo congelado. E por isso resolvera calá-lo definitivamente, ao eterno sofrimento.
  Uma das pequenas mãos se abrira de encontro ao solo, deixando a xícara cair, e espalhando café pelo chão. Já a outra mão segurava um pequeno frasco daquela substância, listada como “Cianureto” , a decisão que tomara para aquietar seu sofrimento. Não o soltara nem mesmo com a queda, almejava tanto esta certeza, que não queria arriscar-se a deixa-la escapar.
  Não fazia sentido viver se parte de si mesma havia sido arrancada. Agora, era somente um corpo sem vida que encobria diversas verdades… Mas não podia alegar nada mais.

  
Agora, aquela última lágrima que lhe restara, caía sinuosamente pelo seu rosto. 

Deixe-me


  Deixe-me jorrar as palavras que há tanto almejo. Deixe-me chorar como nunca, e desbloquear o meu aperto no coração por tudo que já se passou.
  Deixe-me chorar por quem já me deixou. Deixe-me chorar e gritar, por quando tive que me conter em poucas lágrimas e o escuro dos meus olhos, quando eu tive vergonha de desabar em lágrimas de dor. Quando tive que ser forte na primeira vez que me apaixonei.
  Eu sabia que nunca mais faria algo assim, e talvez por não conseguir ‘amar intensamente’ eu goste de quem não gosta de mim. 
  Talvez essa teia de pessimismo que só cresce com o passar dos tempos, bloqueie o meu coração. Porque me fiz prometer que nunca mais amaria ninguém a não ser a mim mesma. 
  Vezes penso que o amor é algo muito forte, vezes penso que é algo surreal. Que eu ame para enfim defini-lo. Que eu ame e seja amada para que veja com os olhos da alma o que não percebo com os olhos da carne.


Deixe-me chorar mais uma vez, por não ter a capacidade de amar…

Mutter


 Desculpe-me se sou vaga demais para você, ou se não possuo habilidades ou encantos suficientes para a sua satisfação. 
  Dir-lhe-ei a verdade: vivo para mim. Que se incomode ao ouvir tais palavras, mas eu direi-as para que saibas a realidade, não para suprir suas “expectativas”.
  Não lhe garanto minha onipresença, tentarei retribuir-lhe na mesma moeda. Não penses que seja isso para equiparar-me a tudo que já fizeste, não. Não quero o seu sofrimento.
  Posso desculpar-me falando que sou ser-humano imperfeito. Seria teoria aceitável, não suficiente.
  Posso agir simplesmente assim, e inexplicavelmente ‘ser’ assim. Ou posso ser reflexo de passado receoso.
  Não vou lamentar-me, afinal, eu não sinto falta de sua presença, não quando aprendi a conviver com sua ausência.
  Então, devo somente dizer que meu sentimento por ti é inexplicável e irretribuível. Afinal, seu maior regalo a mim, foi o que mais tenho de precioso.
  Não guardo mágoas por aquilo que fizeste (ou deixaste de fazer), só lamento pela sua percepção em relação a mim, pois estás enganada.
  Amo-te incondicionalmente, e para sempre.
  Mas mesmo assim, ainda tenho cautela em demonstrar-te tudo o que sinto, e tudo o que sou.

Me desculpe a sinceridade, é que mesmo que não aceite assim, ainda não usarei sua máscara.


Tudo o que foi feito
 Será que um amor platônico vale tanta indisposição? Ou então ver o limite das pessoas, suas capacidades, o dê o direto de julgá-las? 
 Na verdade é certo dizer que na raça humana não há perfeição, e que muitos atos alheios incentivam certas atitudes.
 Me diga que valeu mesmo tudo, e que não se arrepende de nada.
 Vale mesmo a pena trocar um diamante por um lágrima, ou uma faísca de um fogo qualquer? 
 Então me diga como será daqui pra frente, o passado será simplesmente esquecido, ou um novo futuro será construído como tudo sempre foi?

Perfeição

 E o que seria a perfeição? A definição de “perfeição” mantêm-se insensata. A perfeição busca meios de verbalizar-se, mas a verdadeira realidade é que tenta se personificar. Mas a perfeição talvez já esteja personificada. Ou considerá-la assim, seja só consequência sentimental.
 Que o pessimismo venha encarregado de evitar a desilusão, e que assim, a perfeição não passe de qualidade de sonhos irreais e planos impossíveis.
 Questionar a perfeição seria como destoar de suas convicções, como ir contra seus próprios preceitos, como duvidar de si mesmo.
 Ainda que a perfeição seja só questão de opinião, ou que mesmo “ser perfeito” dê figura à paixão.

Opinião


 Práticas que eu antes julgava incertas, agora, fazem muito sentido. São apenas pessoas, instinto. Hipocrisia agora que “ver os lados” com ~experiência própria~ seja natural? Delimito-me a dizer que no ápice da mediocridade argumentativa humana, eu apenas mudei de opinião. E que apenas mudar seja considerado sair “ileso” com a dignidade nos pés, porém o orgulho na testa.
 A autocrítica não protege ninguém da realidade, pelo contrário, o expõe mais ainda aos julgamentos alheios. Com se um alterego o estivesse julgando, mas ainda assim, pode ser a posteridade. Seria como viver em sociedade consigo mesmo.
 Pensar, um passo para a ação.
 Talvez seja só pensamentos, e depois, só ações.
 Dê um fim ao “se”, a relatividade. Nada que não é para ser, acontece. Mas nem tudo que é para ser, acaba acontecendo.



Espero que você pense em mim de vez em quando, só para eu não me sentir tão patética por pensar em você o tempo todo.


Como não?

Como não olhar quando se tem vontade de ver?
Como não pensar quando é impossível esquecer?
Como não contar quando se está ancioso?
Como não contestar quando se tem certeza?
Como não chorar quando a emoção somente flui?
Como não sorrir quando se está feliz?
Como não sentir ciúmes quando se gosta?
Como não lembrar e sentir-se plena?
Como não odiar quando se quer esquecer?
Como não amar quando se simplesmente sente amor?



Hay amores que se vuelven resistentes a los daños
Como el vino que mejora con los años
Así crece lo que siento yo por ti
 […]
                                                                       (Shakira Mebarak -Hay amores)

Não confunda sinceridade com verdade… Você pode estar sinceramente errado.

-Desconheço o autor.

Conversa informal


“ – O que quer dizer com isso amigo?
  – Não sei, eu mesmo não me entendo…  Só sinto isso compreende?
  – Acho que não.
  – Já esperava essa reação. –parou um momento, acendeu um cigarro e tragou-o três vezes, só pelo belo prazer de sua companhia, e em seguida o apagou. Eu mentiria se dissesse  que a amo. 
  – Mas então não a ama?
  – Não a amo.
  – Perco-me cada vez mais.
  – Eu não a amo, nunca mais amarei nenhuma outra mulher. Eu acho que só sinto desejo, mas não por seu corpo, por seus sentimento. Talvez eu a ame sim. – E bebeu de uma vez aquela dose de forte bebida posta sobre a mesa.
  – Anda pensando demais nela, não é irmão?
  – Sim, mais do que deveria.
  – Acho que deve parar de beber, isso não te faz bem.
  – Talvez sim.
  – Já lhe disse que eu não acredito no amor?
  – Hun… Acho que também não acredito. Mas é como crer em Deus, não o vejo mas sei que está lá. Quase posso sentí-lo.
  – Cuidado amigo, o amor mata.
 Levantaram-se em direção a porta, então Marcos segurou seu chapéu e disse:
  – Tarde demais Júlio, o amor já me matou. “

Coração de Lata

“Eu queria um coração, só isso, mais nada. 
 Não sei se eu mereço, não sei porque não tenho.
 Talvez eu não seja merecedor de amar, talvez não seja capaz de sentir o amor. 
 O que é o amor?
 Quero algum dia poder sentir o amor, amar alguém. Apesar de que eu vejo que há tantos que têm um coração e não são capazes de amar, são capazes da raiva, do ódio, mas não do amor.
 Talvez o amor não precise do coração. Nem o coração precise do amor. Seria como se um peixe não precisasse do mar.
 Como é o amor?” 
-O amor provoca dor, mas nos momentos em que se ama o coração se entorpece, e nada mais importa. É como drogar-se de algo benéfico, é como licitar seus sentimentos e abrir sua mente para tudo o que há de bom.

“Com tudo o que há agora, o amor é elemento primário. Mas não se ama quando quer, é algo que acontece naturalmente. O amor não tem falsas intenções, o amor ama sem maldade alguma. O amor é inocente. Dar sem esperar receber é inocente.
 E a lata? A lata nada. Eu quero ainda sim um coração, não algo frio em meu peito que não pulsa, não ama, não me ajuda a amar. 
 Buscarei por onde for necessário, por todos os lugares se for preciso… 
 O que eu ganharei com um coração? A capacidade de amar-te, mesmo sabendo que nunca me amará.”

Pegadas

 Eu ando. Eu traço o meu caminho, a minha trilha, o meu destino, a minha vida. Vou por esse caminho. Eu quero tomar as minhas decisões, eu quero seguir sempre em frente. Nunca -por mais tentador que seja- posso olhar para o lado. Eu tenho que seguir em frente.
 Mas chega um momento em que percebo que não ando mais totalmente só. Como? Ainda assim eu não posso me distanciar, sempre para a frente.
 O que é mesmo a raça humana se não querer acabar com os limites, trapacear as regras e dar um jeitinho de se sobressair no meio de “todos”?? Não, os humanos foram se tornando hipócritas e soberbos (consigo mesmos)… Eles sempre olham para o lado. Então conformei-me em ser “mais uma humana”, fui vítima essa vez e me perguntei: “por que se todos olham, eu que sou como qualquer um não posso olhar?”. E nessa linha eu me embalei e olhei. Só por curiosidade olhei. Fui como todos, apesar de me sentir diferente.
 Notei que ao lado das minhas pegadas, haviam outros pares… Não eram poucos, mas eram pares de pegadas que eu pensava conhecer -eu as sentia havia tempos- e considerava como parte das minhas pegadas. Erro.
 As minhas pegadas foram feitas por mim, eu não deveria confiar assim em pegadas feitas por aqueles que não sei quem são.
 Convivi com essas pegadas ha uns tempos. Eu pensei que era tempo o suficiente.
 Me esqueci de um detalhe: aqueles que faziam as pegadas também eram humanos, hipócritas e soberbos como eu, como todos. 
 Eram caminhos entrelaçados ou reflexos de outros caminhos? Não sabia, mas no ápice daquela “paixão” eu achei que estaríamos todas entrelaçadas. Cada um vivia a sua vida, e eu vivia a vida daquelas pegadas. 
 As minhas pegadas estavam sendo deixadas de lado.
 Até que o caminho tornou-se estreito, e as pegadas tinham que seguir suas vontades. Foi o que fizeram, seguiram SUAS vontades, e tomaram seus caminhos. Foram por onde deveriam ir. Minhas pegadas ficaram para trás.
 Até saber que nunca teriam olhado para o lado (como eu teria feito). Aquelas pegadas eram como deveriam ser, auto-suficientes e completas. 
 Elas continuaram sem nunca olhar para o lado.

Gostar de você

 Eu nunca menti sobre os meus sentimentos, e que sei que gosto mesmo de você. Mas é que agora é mais forte, está se tornando algo mais incontrolável, não algo como matéria, mas como coração, como sentimentos. Isso vem com uma força que não sei se posso controlar de fato a intensidade, eu só sei que te quero de certo modo, e também quero que você seja meu.
 Sei que você não será meu no final, que pode durar quem sabe mais um pouco, ou que pode ter acabado agora. Mas mesmo assim eu ainda gosto de você.
 Sempre soube que não deveria creditar-lhes esperanças, mas essa no final, é sempre inevitável.
 E que talvez falhe de certo modo, não vou ser falsa e lhe desejar meus ressentimentos, pois vejo certo trunfo nisso e talvez mais um pouco de esperança.
 A cada dia, a cada hora, eu sei que gosto mais de você, e por mais que isso seja alimentado pelos meus desejos, acabo lhe considerando em meus pensamentos cada vez mais.
 Espero sinceramente que tenha a sua amizade, e que acima de tudo que possa sempre, haja o que houver.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Quem é você?

Eu não quero a sua amizade. Ou melhor, no começo eu queria sim, mas você cultivou e incentivou dentro de mim algo a mais, e então eu passei a te ter como alguém mais especial. Mas então como se os meus sentimentos não lhe importassem, você resolveu que nossos mundos eram diferentes e distantes, e que nunca daríamos certo, que era melhor desistir.
Sim, é justo eu vou tentar desistir de você. Eu vou tentar parar de pensar em você. Eu não vou remoer nada dentro de mim, mas não vou tentar pensar positivo, afinal, você não merece sequer o meu respeito.
E se não fosse o suficiente, contesta a minha maneira de tentar te esquecer. Eu vou te ignorar até que passe a não fazer mais nenhuma diferença na minha vida. No meu coração.
Eu não sei se sentia ou sinto ainda algo por você. Espero que não.
Eu sei que te desprezar é algo infantil. Mas que ainda tentasse, eu sei que nem “gente grande” consegue esquecer. Então por que não fazer isso como uma criança que sempre é verdadeira e diz o que sente sem temer ser julgada??
A sua ironia me corroe, e o seu sinísmo me desperta um sentimento de repulsa. Você é repulsivo. 
Eu não gosto de pensar em você como alguém mau, você não é. Só foi extremamente tonto em tomar decisões sem ter a certeza do que iria fazer. Sem ter certeza se realmente queria que eu “gostasse” de você.
Será que era mesmo do jeito que se mostrava?? Porque a pessoa que eu conheci não faria o que você fez. O homem que eu conheci não iria agir como um garoto que você foi.
Quem é você? Quem você era, melhor assim dizendo.
Eu não queria conhecer alguém que não existe, eu queria poder voltar no tempo e ser totalmente hostil com você. Eu poderia passar por antipática e talvez nojenta, mas assim preveniria que tudo isso acontecesse.
Será que se eu tivesse feito diferente, agora essa daí seria eu? Ou eu iria ficar para segundo plano do mesmo jeito? 
E talvez tudo isso tenha sido melhor, nem tudo é perda de tempo. Apesar de ainda não me conformar. Não poderia ter sido um pouco mais convincente??
Bom, esse é você e eu não posso fazer nada. Mas só queria pedir uma coisa: 
Bora crescer??


Ao teu olhar

 Onde sem ele, todo  o infinito vira nada, toda a escuridão prevalece à sua falta, tudo deixa de ser qualquer coisa para compactuar com o receio profundo de tua falta eterna, de que não mais voltes.
 Porém, com sua presença, tudo e nada não importam mais, o centro do meu mundo passa a ser qualquer resquício teu. E como se não bastasse não haver mais importância em qualquer outra coisa, você preenche tudo o que mais sobrou de vazio.
 O menor vestígio seu basta, seu olhar ilumina a escuridão, e que ela seja ainda a solidão, a lembrança do seu olhar ilumina, e retorna a esperança.
 Uma eternidade que oo tempo passasse, ou que os anos ficassem estagnados no ar, ainda assim sem o seu olhar não estaria completo, e não poderia de fato viver.

Que ele seja o centro de tudo…

É como se nada mais tivesse a importância que antes teve, e depois, descobre que tudo foi tão superficial, que tudo foi tão relevante, e acaba contentando-se em somente passar por “aquelas coisas” com um pouco de superioridade… Mas então por que sentir-se superior se no fundo, com a falta que sente não está completo? É tão hipócrita, e tão egocêntrico fazer dele a razão para tudo… Mas então não seria justo se ele mesmo é tudo o que considera necessário?
É, e como no final sempre “termina” do mesmo jeito, tenta-se então passar com toda a dignidade possível, e mesmo que no fundo essa dignidade se chame orgulho…
O amor não é digno de de sentir orgulho…
O amor fere, o amor dislacera, mas no final sai como se ele pudesse ser acobertado de tudo, só por ter amado…
Como se trocas fossem justas, mas nunca dois lados sairão satisfeitos, e mesmo que se tente é irracional.
O amor é talvez inevitável, mas se ele é inconsequente, talvez não seja capaz de amar reciprocamente, ou verdadeiramente.
 E que o amor seja sentido, só por quem tem capacidade de amar.