quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

 Sinto muitas saudades de você. Sinto saudades do que já se foi. Sinto saudades de suas palavras. Sinto saudades de nossas conversas, principalmente as que eram jogadas fora durante a madrugada, e nos rendiam boas risadas e confissões tímidas. Sinto saudades de ouvir sua voz, a que me acostumei a amar ouvir, e mesmo que tão persuasiva, parecesse tão frágil quando queríamos falar de nós. Sinto saudades de suas feições, suas caretas, seus sorrisos imediatistas, e as trapaças que sempre fazia com seus olhares incógnitos. Sinto saudades da sua risada, que poucas vezes pude ouvir, e que me encantara ao ser tão irônica e sutil ao mesmo tempo. Sinto saudades do planos que fazíamos, os tão insólitos, mas que faziam todo o sentido. Para nós. Sinto saudades dos ciúmes que não tínhamos coragem de dizer, e que demonstrávamos com um simples desvio de olhar, e por mais que parecesse hilário o fato de ser tão fútil, havia respeito em dar-nos liberdade, e conter-nos para não ferirmos um ao outro. Sinto saudades do seu escárnio profundo com os detalhes tão minuciosos, os meu detalhes que você dizia amar. Sinto saudades do jeito que nos lembrávamos em tudo o que nos trazia felicidade, e que também fazíamos questão de mostrar um ao outro, e nos compreendíamos profundamente, pelo fatos de sermos eu e você. Sinto saudades das promessas, das promessas que nunca foram e nunca serão cumpridas. Sinto saudades de te encontrar e de fingir que não lhe ver, só para nos conhecermos novamente, sempre e sempre. E sempre também nos apaixonarmos um pelo outro assim. Sinto saudades das ilusões, os apelidos, os corações e a atenção. Sinto saudade de sua companhia. Sinto saudades de nossas caminhadas, e do seu jeito de sempre roubar a minha atenção. Sinto saudade da primeira vez que sua mão tocou a minha com sentimento, e da sensação que tinha sempre que isso acontecia, parecendo ser sempre aquela primeira vez que nunca me esqueceria. Sinto saudade do seu sorriso, e do meu, o que nunca consegui controlar perto de você. Sinto saudade da sua minuciosidade, a perfeição que sempre buscou para me agradar. Sinto saudade dos dias que nem nos conhecíamos bem, mas a saudação que investia, e sempre me dissera que lhe entenderia profundamente.

 Sinto falta de quem você é, ou de quem você  foi. Sinto saudades de você que conheci, que compreendo, e me compreende melhor que ninguém. Sinto saudades, e quando sentir também, estarei aqui, para nos conhecermos novamente e não sentirmos mais falta de que mentimos ser um para o outro. Sermos quem somos, e se eu tiver sorte, nunca mais sentir saudades de você ou de nós.

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