quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Deixe-me


  Deixe-me jorrar as palavras que há tanto almejo. Deixe-me chorar como nunca, e desbloquear o meu aperto no coração por tudo que já se passou.
  Deixe-me chorar por quem já me deixou. Deixe-me chorar e gritar, por quando tive que me conter em poucas lágrimas e o escuro dos meus olhos, quando eu tive vergonha de desabar em lágrimas de dor. Quando tive que ser forte na primeira vez que me apaixonei.
  Eu sabia que nunca mais faria algo assim, e talvez por não conseguir ‘amar intensamente’ eu goste de quem não gosta de mim. 
  Talvez essa teia de pessimismo que só cresce com o passar dos tempos, bloqueie o meu coração. Porque me fiz prometer que nunca mais amaria ninguém a não ser a mim mesma. 
  Vezes penso que o amor é algo muito forte, vezes penso que é algo surreal. Que eu ame para enfim defini-lo. Que eu ame e seja amada para que veja com os olhos da alma o que não percebo com os olhos da carne.


Deixe-me chorar mais uma vez, por não ter a capacidade de amar…

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