Eu não sei mais o que eu penso, não entendo mais o que eu sinto, e já me perdi em ideias e filosofias que antes eram tão convictas para mim.
Já cansei de tentar, já desisti de ter esperanças, mas algo lá no fundo (algo talvez inconsciente) me diz que devo continuar a pensar em você como possibilidade, como um futuro talvez não cogitável, mas que o coração pede por haver uma última chance.
Se pudesse compreender, ter controle sobre mim mesma, com certeza já estaria há milhas de distância de ti, e sequer teria desenvolvido quaisquer sentimentos por você, principalmente o amor.
Apesar de não conseguir entender essa mudança, como tudo pode de repente virar de “cabeça para baixo”, eu continuo persistindo, como alguém que ainda espera um milagre. Tudo culpa dessa necessidade que eu tenho de você. Preciso me sentir como antes, preciso ter as ilusões passadas, e principalmente, preciso sentir que ainda faço alguma diferença na sua vida.
Não posso entender como conseguiu mentir por tanto tempo, como conseguiu fingir, e não entendo como eu pude acreditar em tudo, mesmo sabendo que isso iria inevitavelmente acontecer.
Está tão longe, e quanto mais perto, mais distante se torna, mais impossível fica. E eu ainda tenho medo que seja tudo culpa minha.
Meus atos, minhas palavras, sei que talvez não sejam de todo o mal assim, porém, não consigo discernir se faço-lhe mal, ou me afogo mais ainda nos meus pensamentos tolos. Os que envolvem eu e você.
Perdoe-me desistir, mas agora não é possível continuar. Eu vou deixar que tudo seja como sempre foi antes de toda essa ilusão. Vou deixar que se esqueçam as conversas, os sorrisos, as palavras, e vou preferir só me lembrar das despedidas. Vou tentar me lembrar do sofrimento, para que ele possa ensinar enfim ao amor, que ele não é mais bem-vindo. E se talvez um dia vê-lo novamente, tentarei lembrá-lo com carinho, mas também com dor e tristeza.
Então, direi adeus por mais que me doa, por mais que seja difícil, e por mais que ainda o ame.
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