quarta-feira, 7 de dezembro de 2011


Coração de Lata

“Eu queria um coração, só isso, mais nada. 
 Não sei se eu mereço, não sei porque não tenho.
 Talvez eu não seja merecedor de amar, talvez não seja capaz de sentir o amor. 
 O que é o amor?
 Quero algum dia poder sentir o amor, amar alguém. Apesar de que eu vejo que há tantos que têm um coração e não são capazes de amar, são capazes da raiva, do ódio, mas não do amor.
 Talvez o amor não precise do coração. Nem o coração precise do amor. Seria como se um peixe não precisasse do mar.
 Como é o amor?” 
-O amor provoca dor, mas nos momentos em que se ama o coração se entorpece, e nada mais importa. É como drogar-se de algo benéfico, é como licitar seus sentimentos e abrir sua mente para tudo o que há de bom.

“Com tudo o que há agora, o amor é elemento primário. Mas não se ama quando quer, é algo que acontece naturalmente. O amor não tem falsas intenções, o amor ama sem maldade alguma. O amor é inocente. Dar sem esperar receber é inocente.
 E a lata? A lata nada. Eu quero ainda sim um coração, não algo frio em meu peito que não pulsa, não ama, não me ajuda a amar. 
 Buscarei por onde for necessário, por todos os lugares se for preciso… 
 O que eu ganharei com um coração? A capacidade de amar-te, mesmo sabendo que nunca me amará.”

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